Na China, Hamilton vence a milésima prova da Fórmula-1

Daniel Dias

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Nada mais justo que a vitória do milésimo GP da Fórmula-1 ficasse com o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes. Afinal, o pentacampeão parte em rumo acelerado para igualar e superar as 91 conquistas do alemão Michael Schumacher. Agora, só faltam 17. Para a vitória no último fim de semana, Hamilton tratou de resolver tudo na largada, deixando na poeira o companheiro e pole position Valtteri Bottas, da Finlândia. Sem achar o acerto ideal para a pista de Xangai nos treinos livres da terceira etapa do Mundial, Hamilton preparou a máquina para a corrida. Assim, o piloto inglês deitou e rolou, não dando a menor chance para Bottas e as Ferrari.

Aliás, o alemão Sebastian Vettel também colocou a casa em ordem na Ferrari, deixando o companheiro Charles Leclerc, de Mônaco para trás. E pegou muito mal para o jovem monegasco pedir à equipe que o alemão cedesse a posição para ele no início da prova, alegando que estava mais rápido naquele momento. Depois da brilhante corrida na etapa anterior, no Bahrein, a qual só não venceu porque teve quebra de um cilindro do motor da Ferrari de número 16, Leclerc resolveu botar as garras de fora. Leclerc, as coisas não funcionam assim na Ferrari! Apesar de a equipe italiana ter fugido as suas tradições e ter liberado que os pilotos brigassem por posição a partir do GP do Bahrein, Vettel ainda é sua estrela principal, com um currículo astronomicamente maior em comparação ao de Leclerc. Com um talento fora do comum, o menino de Monte Carlo terá de comer muito feijão para ficar ombro a ombro com Vettel.

Em matéria de emoção, o GP da China foi na contramão das duas primeiras corridas da temporada. Hamilton decidiu tudo na largada, Bottas se contentou com a segunda posição, Vettel acabou com a disputa interna com Leclerc logo na primeira parte da prova e o holandês Max Verstappen, da Red Bull, assumiu a quarta posição superando o monegasco na tática de paradas. Está claro também que a Mercedes está alguns degraus acima da Ferrari. Esse quadro não deve mudar antes da próxima etapa, dia 28, no Azerbaijão e seu monótono traçado de rua e que casa como uma luva para o carros alemães. A Ferrari tentará reverter a situação na abertura da fase europeia, daqui a um mês, na Espanha, no circuito de Montmeló, palco dos treinos da pré-temporada, quando a equipe italiana reinou absoluta.

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