Dias de Fórmula 1 | Hamilton vence em Interlagos

Daniel Dias

Daniel Dias

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O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, encerrou de forma perfeita seu caso de amor com o Brasil, a terra de seu ídolo Ayrton Senna. Partindo da pole position, que não foi lhe tirada mesmo com seu deslize ao dar uma fechada no russo Sergey Sirotkin, da Williams, no treino de classificação, o pentacampeão brilhou em Interlagos, ajudado também por um choque do francês Esteban Ocon, da Force India, no então líder da prova, o holandês Max Verstappen,da Red Bull. Foi um absurdo a batida de um retardatário no líder, mas Verstappen provou de seu próprio veneno, tantas vezes destilado na pista contra vários concorrentes bem mais ilustres que Ocon. Inclusive, Hamilton disse depois da corrida que Verstappen poderia ter deixado o Ocon passar “porque não haveria nenhum problema”, comentou o agora pentacampeão. Ou seja, apesar de ser a maior revelação da Fórmula-1 nos últimos tempos, Verstappen ainda tem muito a aprender.

Como já era esperado, o “faminto” asfalto de Interlagos destruiu os pneus de todo mundo. Hamilton foi o primeiro a fazer a parada nos boxes e chegou ao final da prova com os pneus no bagaço. Mesmo assim, o piloto da Mercedes conseguiu segurar a primeira posição, porque também Verstappen não tinha os compostos em boas condições, pois lixou-os quando saiu da pista depois do choque com Ocon.

A vitória de Hamilton confirmou o título de construtores para a Mercedes. A Ferrari, que ainda lutava pelo campeonato contra a rival alemã, acabou sendo a decepção da prova, apesar da terceira posição do finlandês Kimi Raikkonen. O alemão Sebastian Vettel, em segundo no grid, perdeu logo de saída o lugar para o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, e jamais esteve perto das primeiras colocações.

Logo depois da corrida em Interlagos, Verstappen fez muito pior do que Ocon fez na pista, e perdeu todos os pontos que tinha ganhado com os brasileiros, vindos de suas belas ultrapassagens na prova. Tão logo viu o Ocon sair do carro, o piloto da Red Bull foi tirar satisfações, empurrando o francês e o chamando de “idiota e cuzão”. Se Verstappen não amadurecer, jogará fora uma brilhante carreira. Ele já fez coisas piores na pista e nem por isso houve outro piloto o xingando ou lhe dando tapas e empurrões. A sobriedade também deve fazer parte da carreira de um piloto. E, para agravar a situação, o Christian Horner, chefe do Verstappen e mais conhecido nos últimos anos por só falar besteiras, defendeu seu piloto pelas agressões ao Ocon. O monstro foi criado e está sendo alimentado!

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