Dias de Fórmula 1 | Hamilton em estado de graça em Cingapura

Daniel Dias

Daniel Dias

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O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, deu um passo gigantesco para chegar ao pentacampeonato neste ano ao vencer no último domingo o GP de Cingapura, depois de brilhar no sábado quando conquistou a pole position com uma volta histórica. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, chegou em segundo, à frente do alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, dos finlandeses Valtteri Bottas, da Mercedes, e Kimi Raikkonen, da Ferrari, e do australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. Ou seja, as seis primeiras colocações ficaram para a três duplas das principais equipes. O espanhol Fernando Alonso, da McLaren, em sétimo, pode ser considerado como o grande vencedor do resto da turma da atual Fórmula-1.

Para garantir sua excelente volta feita no treino de classificação, Hamilton partiu decidido na largada, não dando chances para Verstappen e Vettel. Na sequência, o mexicano Sergio Perez, da Force India ou Racing Point, como preferirem, fez mais uma bobagem típica do medíocre piloto que é e tirou seu companheiro, o francês Esteban Ocon, da corrida. Um pouco à frente, Vettel ultrapassou Verstappen antes da entrada do safety car. Na relargada, Hamilton garantiu a primeira posição e a vitória.

Para tentar uma coisa diferente em favor de Vettel, a Ferrari chamou seu piloto mais cedo para o pit stop de troca de pneus e colocou os ultramacios, ao contrário do que faria a Mercedes e a Red Bull. A tentativa da Ferrari foi válida, porém, se mostrou inócua depois, pois Vettel foi ultrapassado por Verstappen quando o holandês voltava dos boxes. Com isso, os três lugares no pódio ficaram definidos bem cedo na corrida.

No entanto, os pilotos de trás acabaram devolvendo alguma emoção à prova com uma manobra insana do francês Romain Grosjean, da Haas, que ficou brigando com o russo Sergey Sirotkin, da Williams, e fechou a passagem do líder Hamilton. Verstappen rapidamente engoliu a diferença e quase conseguiu superar o inglês. Mas Hamilton defendeu bem sua posição e logo recuperou a diferença. Se a atitude mesquinha de Grosjean tivesse tirado a vitória de Hamilton, teria sido um crime, pois o tetracampeão da Mercedes foi simplesmente magnífico durante todo o fim de semana no circuito urbano e noturno de Marina Bay. Em estado de graça, o inglês, aos 33 anos de idade, está na melhor fase de sua carreira, mais rápido do que nunca e sem cometer erros.

A F-1 terá pela frente o GP da Rússia – e na sequência, Japão, EUA, México, Brasil e Abu Dhabi – com uma vantagem de 40 pontos de Hamilton sobre Vettel, indicando mais um título para o inglês – o quarto em cinco anos. Com 69 vitórias e o provável pentacampeonato, Hamilton se encaminha decididamente para ultrapassar as marcas d alemão Michael Schumacher – 91 vitórias e sete títulos -, algo totalmente impensado até há alguns anos. Vettel terá de torcer por pelo menos uma corrida de Hamilton fora da zona de pontuação. E mesmo se isso de fato acontecer, o inglês ainda teria 15 pontos de poupança. Se os torcedores de Hamilton já quiserem abrir o champanha pelo penta, não estarão longe da realidade.

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