Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ) completa quatro anos

Complexo Industrial da Nissan em Resende completa quatro anos

Planta da marca japonesa no Brasil está trabalhando praticamente com a capacidade plena de seus dois turnos

O Complexo Industrial da Nissan, em Resende (RJ), chega ao seu quarto ano passando por transformações que continuam potencializando o desenvolvimento e a produção de veículos com tecnologia e qualidade japonesa no Brasil e na América Latina. Apenas neste último ano, recebeu 600 novos trabalhadores, chegando a um total de 2.400 funcionários. Com isso, deu início ao segundo turno de operações.

Depois, iniciou a produção de mais um carro, o Nissan Kicks nacional. E a partir daí continuou a colecionar conquistas importantes, tanto na produção para o mercado local, quanto para exportação. A fábrica completa quatro anos e atinge a importante marca de 200 mil automóveis produzidos, consolidando sua importância para a Nissan no Brasil e na América Latina.

Inaugurado em abril de 2014, o Complexo Industrial está trabalhando praticamente com a capacidade plena de seus dois turnos, principalmente devido ao sucesso do Nissan Kicks brasileiro, que é o modelo da marca de produção mais recente no País e responsável por 50% do total fabricado.

O SUV nacional começou a ser produzido em Resende em março e chegou às lojas do País em julho do ano passado. Em janeiro deste ano, passou a ser comercializado também na Argentina. Ao lado do hatch Nissan March e do sedan Nissan Versa, também produzidos em Resende, o crossover ajudou a unidade industrial brasileira a alcançar marca de 30 mil veículos produzidos para exportação.

Além dos três modelos, também são fabricados em Resende os motores flexfuel 1.0 12V, de três cilindros, e 1.6 16V.

Segredo do sucesso

Para Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, um dos segredos do sucesso do Complexo é o espírito de um só time. “Na Nissan, trabalhamos com o real espírito de uma só equipe. E esse investimento nas relações humanas, além, é claro, de todos os recursos tecnológicos da fábrica, se reflete na qualidade dos nossos produtos”, afirma. “A qualidade de nossos funcionários e os nossos processos produtivos estão sendo reconhecidos mundialmente dentro da Nissan, o que garante a qualidade de nossos veículos, seguindo os padrões de nossa matriz, no Japão”, diz.

Produzir veículos com a reconhecida qualidade japonesa da Nissan é um dos desafios do Complexo Industrial de Resende. O sucesso dos produtos no mercado local mostra que o objetivo vem sendo cumprido. Outra prova disso é que os carros feitos no País têm conquistado rapidamente os mercados vizinhos, por meio do programa de exportação da Nissan do Brasil.

Com mais de 30 mil veículos produzidos para os mercados externos, o projeto, iniciado em março de 2016, já alcançou oito países da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Revolução tecnológica

A utilização de robôs no Complexo Industrial de Resende é crescente desde sua inauguração. Os AGVs (Automatic Guided Vehicles) são um exemplo. Quando inaugurou a planta, a Nissan tinha cerca de 100 AGVs. Atualmente, são 138 veículos guiados automaticamente.

Os AGVs (Automatic Guided Vehicles) são pequenos robôs autoguiados que conduzem carrinhos de peças e plataformas. Eles eliminam a necessidade de transportadores ou plataformas acionadas por correntes, deixando a operação mais segura e silenciosa. Este sistema robotizado ainda torna a linha flexível para alterações e melhorias, já que os AGVs seguem faixas magnéticas no chão, que têm sua posição e extensão facilmente modificadas. Além dos AGVs, a fábrica conta com mais 91 robôs em diferentes áreas da produção.

Equipamentos de última geração e modernos processos de produção como os adotados na fábrica de veículos são usados na fábrica de motores da Nissan. Por produzir equipamentos de alta precisão técnica, a fabricação de motores ainda tem reforçada a área de controle de qualidade. Na linha de montagem há quatro portais de verificação de qualidade de componentes.

O teste final de funcionamento é realizado em 100% dos motores produzidos na fábrica de Resende e também todos passam por testes de emissão de CO², em vez de por amostragem, como é comumente realizado por outras empresas do setor.

Vitor Pereira 

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