O mercado automotivo em 2040

Por Vandré Kramer
vandre.kramer@uol.com.br

O futuro do segmento automotivo vai ser completamente diferente do que vivemos hoje aponta uma pesquisa da empresa de análise IHS Markit em quatro dos maiores mercados do mundo: China, Estados Unidos, Europa e Índia. A principal projeção é que, em 2040, as pessoas estarão mais interessadas em comprar soluções de mobilidade do que carros.

Com isso, a tendência é de que as vendas globais possam encolher até 32,5% nos próximos 23 anos. Contudo, a quilometragem viajada deverá atingir 17,7 bilhões de quilômetros por ano, ou 65% a mais do que hoje. Isto será um grande desafio para a indústria, que precisará oferecer ao mercado carros cada vez mais duráveis.

O estudo aponta que estamos entrando em uma era de profundas mudanças para a indústria automotiva e no transporte terrestre. Os principais vetores dessa mudança são a competição entre os motores de combustão interna e os elétricos, o surgimento dos veículos autônomos e de serviços como o Uber e o Cabify.

As transformações serão severas, aponta Daniel Yergin, especialista americano em energia e autor dos livros “O Petróleo: Uma História Mundial de Conquistas, Poder e Dinheiro” e  “A Busca: Energia, Segurança e a Reconstrução do Mundo Moderno”. As principais mudanças, virão, segundo ele, para a indústria, para os sistemas de transporte público, como as pessoas vão para o trabalho e vivem suas vidas e gastam seu dinheiro com transporte.

Outro mercado que será fortemente impactado será o de combustíveis. O virtual monopólio do petróleo como matriz energética dos veículos automotores será rompido. Estima-se que, pelo menos, 30% das vendas de carros em 2040 seja com motores elétricos. Mas há países que podem aprofundar restrições aos motores a combustão interna.


Vandré Kramer é jornalista, com formação em economia e pós-graduação em mercado financeiro. Trabalhou por mais de 20 anos cobrindo a área econômica para jornais de Santa Catarina (SC).

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