Transportes tem preços em alta

Os gastos do brasileiro com os transportes aumentaram mais do que inflação. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, os preços relacionados a eles tiveram uma variação de 3,73%, diante dos 2,70%, do IPCA, que é considerado o índice oficial de preços do país. Os transportes são a segunda maior rubrica dos gastos das famílias, respondendo por 18,1% do total.

As maiores altas aconteceram em Brasília (8,69%), Campo Grande (7,38%) e Recife (6,93%). As menores: São Paulo (2,19%), São Paulo (2,34%) e Porto Alegre (2,71%).

Transporte público e combustíveis são os vilões da alta. No período, eles tiveram uma alta, respectivamente, de 5,52% e 5,11%, respectivamente. E a tendência é de que esses aumentos continuem em ritmo forte, impulsionados pelos combustíveis.

Estes vem aumentando em um ritmo assustador. Só a gasolina, nos últimos três meses, aumentou 4,78%, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Culpa da nova política da Petrobras que alinha os reajustes dos combustíveis aos do petróleo no mercado internacional. Nos últimos três meses, o preço do barril de petróleo no mercado internacional saltou de aproximadamente US$ 47 para US$ 57, aponta a agência de notícias Bloomberg.

E a alta nos preços dos combustíveis pode continuar em função do aumento das tensões no Oriente Médio e do acordo para que os grandes países exportadores de petróleo reduzam a sua produção. Com isso, os combustíveis devem continuar em alta no Brasil.

O impacto dessa alta vai ser estendido nos próximos meses, à medida em que tarifas de transporte público forem sendo reajustadas. As que menos devem sofrer são as de táxi, nas cidades de médio e grande porte, pois aí há a concorrência com aplicativos (Uber, Cabify, 99, por exemplo).

Outros impactos são mais visíveis para o motorista e para quem trabalha diretamente com transportes. O preço dos seguros aumentou 17,09% nos últimos 12 meses, em função do recrudescimento da insegurança, e as multas deram um salto de 54,20%, devido a ajustes feitos pelas diferentes esferas de governo. É para ir se acostumando com essa tendência de alta!

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