A retomada segue: desta vez as autopeças

Por Vandré Kramer
vandre.kramer@uol.com.br

A série de boas notícias para o setor automotivo continua. Desta vez, a novidade vem do segmento de autopeças. Como reflexo do aquecimento, o segmento de autopeças registrou, em agosto, o menor nível de ociosidade em dois anos: dois terços da capacidade instalada está sendo utilizada, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O pior nível de ocupação foi registrado em maio de 2016, quando só 48% da capacidade instalada das empresas estava sendo ocupada.

Com essa reação, o nível de emprego está reagindo. Em agosto, pelo quarto mês consecutivo, a indústria de autopeças, ampliou o quadro de funcionários em relação ao mesmo mês do ano anterior: 1,63%.

Nos oito primeiros meses do ano, o faturamento do segmento cresceu 20,40% em relação ao mesmo período de 2016. A retomada da indústria automotiva também alterou o perfil dos negócios. Em agosto do ano passado, 59,2% dos negócios eram feitos com montadores; doze meses depois, 65,2%. Perderam espaço o mercado de reposição e de exportações.

A tendência é de que o segmento continue se recuperando. A indústria automotiva é um dos destaques, segundo o Bradesco, da recuperação da atividade fabril neste ano. E a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta um crescimento de 7,3% nas vendas para este ano.


Vandré Kramer é jornalista, com formação em economia e pós-graduação em mercado financeiro. Trabalhou por mais de 20 anos cobrindo a área econômica para jornais de Santa Catarina (SC).

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