Os pés no chão são agora o maior desafio de Hamilton

Por André Malinoski

No mar de possibilidades do asfalto, Lewis Hamilton provou ser o melhor piloto da temporada e conquistou o título mundial da Fórmula 1. O britânico entrou de cabeça erguida no seleto grupo dos tetracampeões, onde está ombro a ombro com Alain Prost e Sebastian Vettel, este, por sinal, o único competidor que poderia ameaçar atualmente a jornada do mais recente campeão.

O Mundial de F-1 ainda segue por mais duas corridas, apesar de Hamilton e a Mercedes, por antecipação, serem os vitoriosos. O título do corredor inglês foi confirmado com o nono lugar obtido no Grande Prêmio do México. Na largada desse domingo, Hamilton se envolveu em acidente com o rival Vettel, que chegaria em quarto ao fim da prova. Se o quadro da glória pintado por Hamilton não carregou as cores intensas nessa última etapa, ao menos serviu para evidenciar uma performance de recuperação na pista.

Hamilton é tão importante no atual cenário da F-1 que os vencedores na Cidade do México são o que menos importa agora. Max Verstappen, Valtteri Bottas e Kimi Räikkönen ocuparam o primeiro, o segundo e o terceiro degraus do pódio, respectivamente. Em um Mundial caracterizado até a metade pela alternância da liderança entre Hamilton e Vettel, quem sorriu por último foi o representante da Mercedes.

Até onde pode chegar Hamilton? No GP do Brasil, o tetracampeão entrará na pista do país de seu ídolo ­­— Ayrton Senna. Reparem que o inglês ultrapassou o brasileiro em número de títulos, antes já havia batido as 65 poles do ex-piloto morto em 1994. Como funciona isso dentro da cabeça de um corredor de F-1? De repente, o sujeito se dá conta de que foi mais longe daquele que é uma espécie de mito ou deus da velocidade.

Aos 32 anos, uma coisa parece evidente — Hamilton é o cara. Além de carisma, o tetracampeão mostrou ter mais nervos de aço quando a disputa entre ele e Vettel era ponto a ponto. O mesmo não se pode dizer do alemão. O que resta saber para quem acompanha as corridas pode ser resumido em dois aspectos, um abstrato e outro real. Os pés de Hamilton estarão nas sandálias da humildade ou calçados dentro de um salto em 2018? E, afinal, quem tem condições de compartilhar ou até mesmo superar esse virtuose da velocidade?

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