Kwid alavanca negócios da Renault

Por Vandré Kramer
vandre.kramer@uol.com.br

O subcompacto Kwid, da Renault, é o mais novo “entrão” no clube dos carros que vendem mais de 10 mil unidades por mês. Em setembro, segundo ranking da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) foram emplacadas 10,4 mil unidades, ficando atrás apenas do Onix, da GM. O Ford Ka completa a relação dos Top 3 em negócios.

O modelo, lançado em meados de agosto, e que está na faixa dos R$ 29.990 (entrada) a R$ 39.990 (topo), aditivou a presença da marca francesa no ranking das montadoras. Em setembro do ano passado, ela teve 7,72% de participação de mercado. No mês passado, um honroso segundo lugar, com 11,67% de share.

No acumulado do ano, os franceses estão em sétimo lugar, com 8,15% do mercado. Há um ano, estavam com 7,50% e na mesma posição do ranking. Resta saber, agora, se o Kwid vai manter esse bom ritmo, alavancando ainda mais os negócios dos franceses, que tinham o Sandero como carro-chefe. No acumulado do ano, ele é o quarto carro mais vendido.

Os emplacamentos de carros novos continuam em alta motivados pelo gradual aquecimento da economia e pela aceleração na concessão de crédito. Em setembro, foram emplacados 180,9 mil unidades, 28,3% a mais do que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, foram 1,35 milhão de carros, 9% a mais do que em igual período de 2016.

Quem também vem crescendo nas vendas, porém em ritmo bem menor, é o segmento de comerciais leves. Em setembro, os emplacamentos aumentaram 6,53% e no ano acumulam uma alta de 1,59%. A Fiat lidera, em absoluto, esse segmento, seguidas bem de longe pela GM e VW, que disputam o segundo posto nesse mercado.

Já a produção de veículos automotores acumula alta de 27% no ano, segundo levantamento da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Um dos itens que tem puxado a fabricação é a ampliação dos negócios no exterior. Somente no ano foram vendidos 566,3 mil unidades, 55,7% a mais do que em comparação aos nove primeiros meses do ano. Para a entidade, os tempos de contração terminaram, contudo, é preciso manter o espírito de cautela.


Vandré Kramer é jornalista, com formação em economia e pós-graduação em mercado financeiro. Trabalhou por mais de 20 anos cobrindo a área econômica para jornais de Santa Catarina (SC).

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