Hamilton circula entre iguais pelo badalado panteão grego

Por André Malinoski

Lewis Hamilton não cabe em si de tamanho contentamento. É como se levitasse em torno do Olimpo com o consentimento e até a admiração dos deuses. O britânico é a bola da vez, o eleito da velocidade e o homem a ser batido. Assim sendo e de mãos dadas com a glória, o piloto da Mercedes venceu o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1. Foi um domingo de sorriso aberto, de vitória de ponta a ponta em Suzuka, e de ampliação da vantagem na pontuação pelo título da temporada.

As coisas melhoram a cada corrida para Hamilton. Se não bastasse vencer a etapa em asfalto nipônico, o competidor acompanhou outra vez o principal rival pela taça, o alemão Sebastian Vettel, abandonar a disputa por problemas na Ferrari. Max Verstappen chegou em segundo e exerceu alguma pressão sobre o vencedor nas voltas finais, e Daniel Ricciardo, que tem um namoro permanente com o pódio da F-1, ocupou o terceiro degrau dos mais velozes.

Afinal quem é Hamilton, de onde vem, qual a sua história, o que gosta de comer, escutar e para que time torce? Talvez não seja hora para enumerar as preferências pessoais do tricampeão mundial. O protagonista carrega o cartão de acesso ao quarto troféu da principal categoria do automobilismo esportivo. O correto seria questionar quem pode parar alguém que corre com a alma ao volante.

Hamilton tem 59 pontos de vantagem para o segundo colocado faltando quatro etapas para o término do Campeonato Mundial de 2017. Vettel precisaria de quase um milagre para reverter um cenário com a topografia semelhante a um vale de lágrimas. Para piorar o pesadelo dos ferraristas, em Austin, nos Estados Unidos, local da próxima corrida, o britânico pode garantir o título de forma antecipada dependendo de uma combinação de resultados.

Será que Hamilton pensa nisso como algo concreto ou prefere desfrutar dos louros da vitória apenas do momento em um Olimpo onde ao passar por um dos 12 deuses, ele próprio dá um tapinha nas costas de algum e apenas diz: “Como vai colega?”.

Massa – O brasileiro alternou altos e baixos em Suzuka e finalizou no 10º lugar, suportando intensa pressão do espanhol Fernando Alonso, que não pontuou. O pontinho solitário de Massa não serve nem de consolo para o limitadíssimo carro da Williams. Já Carlos Sainz perdeu o controle de sua Toro Rosso, saiu da pista e bateu na proteção dos pneus. O espanhol trocou a escuderia pela Renault, onde vai estrear em Austin.

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