Honda e McLaren oficializam rompimento

Mclaren-Honda apresenta o novo MCL32 para a disputa da temporada 2017. Foto: Divulgação

Após três temporadas de poucos resultados satisfatórios na Fórmula 1, montadora japonesa e equipe inglesa selam rompimento

Após três temporadas de uma parceria que tentava voltar aos bons tempos entre os anos 1980 e 1990 na F-1, mas que fracassou, Honda e McLaren acertaram acordo, nesta terça-feira (12), para o divórcio. A montadora japonesa aceitou migrar para a Toro Rosso em 2018 e assim permanecer na categoria. O time inglês, por sua vez, utilizará motores Renault. As informações são do site norte-americano Motorsport.com.

Esse acordo, que vinha sendo ensaiado há algumas semanas, deve fazer com que o espanhol Fernando Alonso fique na equipe de Woking no próximo ano. Ainda segundo o portal, os contratos já estariam todos assinados por um período de três anos. Assim, a McLaren utilizará os propulsores da Renault até 2020, quando termina o atual ciclo de regulamento da categoria.

O anúncio sobre o acordo do rompimento deve ser divulgado ainda nesta semana.

Rompimento foi inevitável

A parceria entre Honda e McLaren não se sustentava mais. O retorno da fornecedora japonesa foi um fracasso desde a retomada, em 2015. Isso manchou os anos de glória da união, que rendeu quatro títulos mundiais entre 1988 e 1991. Especialmente nesta temporada, problemas de confiabilidade fazem com que a equipe raramente termine provas. O que gera muitas reclamações de Fernando Alonso sobre o motor. Depois do GP da Bélgica, o bicampeão deu um ultimato à McLaren: era ele ou a Honda em 2018.

No final das contas, tudo se acertou. Com a Renault unindo-se à McLaren e a Honda, à Toro Rosso, a Red Bull ainda liberou o espanhol Carlos Sainz para acertar-se com a equipe da montadora francesa na F-1.

Mas com Sainz indo para a Renault, Robert Kubica encerrou acordo com a equipe e está livre no mercado. O polonês quer voltar a disputar uma temporada completa na categoria. Sauber e Williams estariam no radar do piloto. Caso Kubica acerte com a Williams, Felipe Massa poderá sair da equipe.

Leticia Senna

 

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