Renault anunciou em agosto investimento de R$ 750 milhões para nova fábrica e ampliação da unidade de motores

O sucesso dos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, lançados no final de 2016, foi um dos principais motivos que levaram a Renault a planejar expansão

O sucesso dos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, lançados no final de 2016, foi um dos principais motivos que levaram a Renault a planejar expansão

A Renault do Brasil anunciou investimentos de R$ 750 milhões no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, voltados para a construção de uma nova fábrica: a Curitiba Injeção de Alumínio (CIA), e para a ampliação da Curitiba Motores (CMO).

“Nossos investimentos reforçam a importância estratégica do Brasil para o Grupo Renault e para o crescimento das nossas vendas na América Latina”, diz Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina.

Curitiba Injeção de Alumínio

A Curitiba Injeção de Alumínio é resultado do trabalho de cerca de duas mil pessoas, envolvendo equipes da Aliança Renault-Nissan de 11 países, para a implantação das melhores práticas e tecnologias de injeção na nova unidade industrial. O resultado é uma fábrica equipada com máquinas de alta tecnologia e modernos processos de produção.

A partir de janeiro de 2018, o local vai iniciar a produção em série, a partir de uma linha de injeção a alta pressão, para o bloco, e outra de injeção a baixa pressão para produzir o cabeçote do motor 1.6 SCe (Smart Control Efficiency), lançado no final de 2016.

A sustentabilidade foi um dos pilares do projeto. Para a construção da CIA, foram utilizadas estruturas pré-moldadas. Elas reduziram a geração de resíduos e otimizaram a velocidade da construção. Para a economia de energia elétrica, a unidade conta com telhas translúcidas. Além disso, o pré-aquecimento das barras de alumínio será feito com o reaproveitamento do calor do processo.

Curitiba Motores

O sucesso dos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, lançados no final de 2016, foi um dos principais motivos que levaram a Renault a planejar expansão de sua fábrica de propulsores. Inaugurada em 2001, a CMO já produziu aproximadamente 3,5 milhões de motores, com cerca de 40% desse total destinados à exportação. A ampliação inclui a construção de novas linhas de usinagem de blocos e cabeçotes em alumínio e virabrequim em aço, utilizados nos motores 1.6 SCe.

Produzidos no Complexo Ayrton Senna e apresentados ao mercado brasileiro no final do último ano, os motores 1.0 SCe e 1.6 SCe destacam-se pelo baixo consumo de combustível, desempenho e prazer ao dirigir. Para garantir a máxima eficiência dos propulsores, a Renault utilizou o know-how. Ele foi adquirido na Fórmula 1, categoria em que a marca já conquistou 12 títulos mundiais. Das pistas, veio a tecnologia ESM (Energy Smart Management) e a bomba de óleo com vazão variável. Ela reduz o consumo de combustível, entre outras inovações.

O motor 1.0 SCe está disponível nos modelos Sandero e Logan. Já o 1.6 SCe, além de Sandero e Logan, também equipa os modelos Duster, Duster Oroch e Captur.

Modelos Renault

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Letícia Mota

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