Mais por menos

Dias atrás acelerei o Mitsubishi ASX 2018. Atividade comum a qualquer jornalista automotivo, pegar um carro da Mitsubishi ou da Kia Motors não é tarefa das mais simples. As duas marcas não dispõem de frota para a Imprensa. Então você busca outros caminhos para conseguir andar em modelos para os quais itsubinão houve evento de lançamento.

Mas como não estamos aqui para falar de política das montadoras, o papo é o ASX. Pegamos a versão intermediária, que traz tração nas quatro rodas (a versão de entrada é 4×2) e, em relação à versão topo de linha deixa de ter teto solar e xenon. O que, a bem da verdade, não altera o Dólar.

O que provocou curiosidade foi a relação custo-benefício. A versão intermediária custa R$ 113.990 e por mais que seja um bom produto (e é mesmo, sem qualquer demagogia) francamente não há motivos para custar tão caro, lembrando que há uma fábrica da Mitsubishi em Catalão-GO.

Mitsubishi ASX

São 170 cv sob o capô quando o SUV é abastecido com etanol. A aceleração pode ser suave ou dinâmica. Tudo depende do pé do motorista. O que digo com isso é que o motor corresponde. A Mitsubishi não forneceu dados de consumo, mas colegas relataram média de 6,7 km por litro na cidade. Não tive tempo de fazer a medição. De qualquer modo, o câmbio é o automático de seis velocidades, com paddle shifts. E eles sempre ajudam, principalmente quando você precisa chamar mais força em uma subida ou finalizar uma ultrapassagem.

Além de uma boa aceleração, o ASX tem um conforto no habitáculo que poucos carros oferecem. A suspensão absorve tão bem as irregularidades do asfalto que quem está lá dentro nem sente. Em um asfalto com melhor qualidade o carro desliza. Sem brincadeira.

O banco do motorista tem ajuste elétrico de altura e distância. Ok, fator que encarece um carro.

Mas, na boa, não há a menor necessidade de custar o que custa. O sistema multimídia é funcional, nada mais. Ok, não falta nada e o carro ainda dispõe de câmera de ré. Mas esse item existe em produtos bem mais baratos.

O que eu fiquei sabendo foi que, para a chegada da linha 2018, houve concessionárias que ficaram três meses sem o ASX. E sentiram o impacto. O carro é sucesso de vendas na marca, ou seja, as lojas andaram esvaziadas.

Quer dizer, o ASX é bom.

Só podia custar um pouco menos.

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