Sincodiv/Fenabrave-RS recebe palestra de Fleury Filho

Luis Antonio Fleury Filho. Foto: Viva Comunicação

Realizada na última terça-feira (13), a última reunião de diretoria do Sincodiv/Fenabrave-RS contou com a palestra do ex-governador de São Paulo e assessor político da Fenabrave nacional, Luiz Antônio Fleury Filho.

Durante a exposição, Fleury apresentou um panorama político/econômico do Brasil. Para ele, passada a turbulência do impeachment, o país começa a dar passos importantes para a retomada.

O palestrante destacou a aprovação da chamada “PEC dos gastos”, ocorrida no mesmo dia, e que é de grande importância. A aprovação do projeto sinalizaria, segundo Fleury, que o governo Temer tem a maioria no Congresso.

Reformas agradam Fleury

Fleury também destacou a iniciativa do governo, que ele vê como ‘corajosa’, em promover uma Reforma na Previdência. O ex-governador destacou alguns pontos, entre ele a idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto para homens quanto para mulheres. Outro ponto positivo foi a entre previdência dos trabalhadores (CLT) e a dosservidores públicos.

Para ele, a reforma tributária só vai ter movimentos em 2017. Em relação à reforma trabalhista, dois pontos são fundamentais para o ex-governador: a prevalência de acordos setoriais e a aprovação da terceirização. A reforma política, para Fleury, passa por um total descrédito. Para ele, o modelo político representativo faliu, não só no Brasil.

“Trump se elegeu e já está passando por uma rejeição no próprio partido republicano. A Itália já precisou mudar o seu primeiro ministro, e a Espanha não conseguiu formar uma estrutura de governo em 18 meses. Há um fenômeno mundial de esgotamento do modelo político. No Brasil este esgotamento chegou ao seu auge”, comenta. Segundo Fleury há uma procura pelo não político e certamente uma reforma neste setor irá diminuir o número de partidos no Brasil.

Desafios do Governo Temer

“Como ajudar estados falidos sem fazer grandes concessões ou estimular gastos? A verdade é que boa parte dos estados está com problemas por má gestão. A única alternativa é o corte e este não pode ser linear para não ter efeitos negativos junto à população. Além disso, de preferência estes cortes devem passar bem longe de cortes na saúde, segurança e educação”, afirmou Fleury, que defendeu a possibilidade de o trabalhador usar o valor do seu Fundo de Garantia para saldar suas dívidas.

Taxa de juros

“País nenhum consegue crescer com uma taxa de juros de 14,5%. O Brasil paga 512 bilhões de reais para rolar sua própria divida. Se a taxa de juros fosse reduzida na metade consequentemente o déficit também resultaria na metade”, acrescenta.

Otimista, Fleury acredita que com as medidas corretas e a redução da taxa de juros, o Brasil irá retomar o crescimento já no primeiro trimestre de 2017. Segundo ele, o país pode alcançar um crescimento de 1,8% já no próximo ano.

Setor automotivo em 2017

Para ele, como o setor automotivo depende diretamente do crescimento do PIB para voltar a crescer, as pessoas precisam voltar a ter confiança e os bancos precisam voltar a financiar. “Se tiver uma redução na taxa de juros vai se voltar a vender. Não como nos tempos áureos, mas haverá crescimento. O momento atual é de negociar, reformular e cortar”, afirmou Fleury.

Após a palestra o presidente do Sincodiv/Fenabrave –RS, Fernando Esbroglio, acompanhado de Luiz Antônio Fleury Filho concederam coletiva de imprensa apresentando os números do ano de 2016 e reafirmando a dependência do crescimento do setor com o crescimento do PIB nacional.

No acumulado do ano, o Estado registrou entre janeiro e novembro, uma redução 21,66% nos emplacamentos em relação ao mesmo período do ano anterior enquanto que no Brasil a redução foi de 20,38%.

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